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ANÕES IRRELEVANTES

No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.

Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, a criação do Estado de Israel. (Depois dizem que o brasileiro é quem tem memória curta).
Osvaldo Aranha presidiu a seção da Assembléia Geral da ONU em 1947 na qual foi aprovada a partilha da Palestina histórica em um Estado judaico e outro árabe. Nos dias anteriores à seção, Aranha também se mobilizou para garantir que a votação não fosse adiada, já que o Brasil apoiava a solução de dois Estados e era contrário a argumentos de que os árabes eram maioria em toda a região
Osvaldo Aranha foi reconhecido pelo povo judeu como um dos articuladores para criação do Estado de Israel. Hoje, Osvaldo Aranha é homenageado como nome de praça e até de um kibutz em Israel.Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas nazistas;
Comanda órgãos como a OMC e a FAO;
Bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia;
Obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear;
Abre todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembléia Geral da ONU;
E porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção – e sem problemas – com todos os membros da ONU.
Um Brasil que alguns Brasileiros teimam em não ver.

Onde está a Presidanta que, não autoriza ao Itamaraty uma resposta de respeito?

Por: O INDGNADO.

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